Alternativa profissional (5): Funcionário público
Escrito em 07/08/2008 | 3 comentários | Permalink

Continuando a nossa grande viagem por este vasto campo das alternativas profissionais, a profissão a ser comentada é o grande porto seguro do Brasil. Um “mercado” que cresce a cada ano e que chama grande atenção de todo mundo que anda trabalhando demais: o funcionalismo público.
Por que você quer ser um funcionário público?
O seu negócio é ser índio, não cacique. Você reconhece que há gente demais querendo mandar no mundo, coisa que nunca passou pela sua cabeça. Tem até um pouco de relação com a sua escolha pela faculdade de publicidade, quando você almejava ser, no máximo, diretor de área, ainda abaixo dos VPs e CEOs. E mesmo que almejasse ser dono de agência, seria sempre dependente de um cacique maior, o cliente. Que tal ter, então, o maior cacique do Brasil, inclusive para a publicidade (as contas publicitárias das instituições públicas, somadas, colocam os governos como os maiores anunciantes do Brasil), como chefe?
As vantagens são extremamente atrativas: salário inicial bom, estabilidade no cargo (se não sobe, pelo menos não desce jamais), todas as nuances das leis trabalhistas bem respeitadas, poder abrir um processo judicial contra o empregador sem que isto lhe custe a saída de todo o mercado, horário fixo, hora-extra registrada e paga, e por aí vai.
Porém…
Se o funcionalismo público funciona de maneira diferente do mercado, saiba que um verdadeiro mercado se consolidou para levar as pessoas aos cargos almejados: uma indústria de concursos.
É uma matemática até simples: o número de formados em cada universidade de esquina no curso de Direito, elevado ao talento natural das pessoas para ser índio comum. Então subtrai-se o número de aprovados na OAB e obtem-se um número-base de pessoas que estão aptas a duas coisas: mercado informal ou concurso público. As claras vantagens do funcionalismo público fazem de você apenas mais um a concorrer por uma ou outra vaga que abre. E estamos falando das vagas para pessoas com curso superior. Existem também as vagas para pessoas com Ensino Médio Completo, aptas a mais e mais brasileiros.
Todos eles lotarão as salas dos cursinhos, comprarão jornais específicos. Decorarão a Constituição e as citações de algum guru da auto-ajuda. Por uma vaga, você terá que passar por isso.
Passada essa fase, você entrou em seu primeiro cargo. Certo. Se não gostar muito do que faz ou das pessoas que lhe passam tarefas, você pode até optar por fazer corpo mole, mas fará aquilo ou conviverá com estas pessoas por anos e anos. Mas supondo que você goste, não poderá se empolgar muito, porque empolgação não é muito bem vista e uma promoção depende mais do seu tempo de casa, cursos extra-curriculares e resultados em provas internas do que propriamente ser o funcionário mais eficiente. Pode não soar justo, mas num mundo ideal, desprezando-se motivação, talento e eficiência como os exercícios de Física do seu concurso desprezavam o atrito, faz todo o sentido.
Em suma, serão anos com algumas emoções: a cada quatro anos, acontece uma movimentação da alta diretoria das instituições, devido às eleições e possíveis interesses partidários em mudanças. Mudam os caciques, mas o índio continua índio. E um amigo seu da Petrobrás não poderá lhe indicar por lá porque, mesmo que você já tenha passado num concurso da Caixa Econômica Federal, é necessário prestar um novo concurso. Seria como prestar um vestibular toda vez que alguma agência lhe oferecesse um cargo novo.
E eu nem comecei a falar em maracutaias e negociatas. Mas vamos manter o papo no mundo ideal, desprezando politicagens, desvio de verbas públicas, esquemas e atrito, com G = 9,8 m/s². Também não vale nesta suposição que se admita a existência de um funcionário-fantasma, este sonho louco de ganhar dinheiro sem esforço, típico dos spams e dos e-mails pedindo dicas de monetização de blogs…
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Repita 47 vezes: sou uma diva!
Escrito em 04/08/2008 | 2 comentários | Permalink

Eu realmente não tenho nada, absolutamente nada contra aqueles que preferem continuar sendo chamados de blogueiros, mas uma vez que descartei o rótulo, é bom reafirmar. O que eu tenho contra certos tipos de pensamento é uma espécie de miopia coletiva que é repetida ao melhor estilo “meme” e acaba por se transformar em verdades completamente absurdas. Não haveria problemas se essa história de blogs continuasse a ser um passatempo juvenil, mas já que com dinheiro de empresa todo mundo quer brincar, a fantasia terá que ser deixada de lado.
A fantasia é mais ou menos assim: você não é uma diva, mas acha que é. E precisa ficar olhando para o espelho e repetindo: “sou uma diva, sou uma diva”.
Os blogs são importantes? Sim. São a coisa mais importante do mundo? Jamais. Pense nisso. O que rege a ferramenta é o seu conteúdo. O blog foi só a forma que você encontrou de colocar conteúdo na Internet. É muito diferente de traçar a idéia de um blog sem pensar no que se vai colocar nele.
Assim como blogs não substituirão mídia alguma. Sempre haverá espaço para a mídia tradicional, ainda que ela tenha que se reinventar. E é importante, não só para o blogueiro, mas para qualquer pessoa, que não se admita dois pesos e duas medidas num julgamento: a imprensa não presta quando escorrega no quiabo com a dita blogosfera, mas todo mundo adora ganhar uma menção num jornal. De preferência no impresso, que tem grande circulação e você pode mostrar para a família.
Quanto às métricas, um caminho obscuro a ser percorrido na Internet como um todo, resta aos blogueiros se agarrarem naquelas que lhe parecem interessantes. Tal qual a Globo com o Ibope, o blogueiro casa com a lista de blogs mais populares que lhe posicionar melhor, não importando muito se as métricas são questionáveis. É óbvio que eu não estou desmerecendo quem sempre aparece no topo da lista, mas por que é que nunca apareceram blogs da Globolog? O Tiago Dória aborda o tema de maneira mais específica neste post.
O problema é que quando a métrica utilizada é questionável e na verdade não interessa, ela é sumariamente descartada. Imagine se eu lhe contar que este blog é o preferido por 100% da família Yassuda. Isso importa a alguém? Pouco provável. E uma lista de 200 blogs retirados de uma lista de 200 blogs cadastrados em um sistema e apenas reordenados conforme uma equação? Esta sim é importante? Apenas para o blogueiro que ali aparecer, provavelmente. Se eu utilizasse a mesma métrica numa pesquisa acadêmica, eu seria rechaçado.
Finalmente, vamos aos eventos. Sabe qual a diferença entre um evento com artistas e um com blogueiros? Quando acontece um evento com artistas, a imprensa especializada aparece para cobrir e aquilo vira notícia (tudo bem, de importância questionável) espontaneamente (também questionável). Um evento com blogueiros parece virar notícia porque os convidados, na verdade, são aquelas pessoas que irão escrever sobre o assunto. Ou seja: se eu chamar umas 100 pessoas que escrevem em blogs e no Twitter, eu terei um evento reportado em 100 blogs e parecerá que não se fala em outra coisa. Ou então se cria uma intriga com, vejamos, a imprensa. Aí temos uma notícia espontânea (e você não irá questionar?).
Mas ok. Como eu disse lá no começo do texto, os blogs são importantes. E dialogar com eles também é. Mas se a força, na verdade, está no volume da dita blogosfera do que em um ou outro blog, por que, de repente, passar a tratar um ou outro como estrela? Um irá receber um convite especial para o evento e o outro terá que ligar para pedir a credencial, sendo que ambos fazem parte do plano?
Não sei. Parece-me que há algo de podre no reino da Dinamarca. E não é só com a intenção vil de certas empresas em ganhar algum troco com blogueiros. Mas se tudo lhe parece bem, é só continuar repetindo: “sou uma diva, sou uma diva”.
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Blogs corporativos: por que a sua empresa não precisa de um?
Escrito em 01/08/2008 | 4 comentários | Permalink

É claro que este papo não é novo. Blog corporativo já foi a grande onda há algum tempo e agora está presente em todos os planos modernetes dos departamentos de marketing. Só tem um problema: se os meus amigos do Mural da Comunicação explicam por que uma empresa precisa de um, eu lhe pergunto: a sua empresa realmente precisa de um blog?
Claro, todos querem que a sua empresa seja achada. Todos querem comunicar sobre os diferenciais de marca. Mas aí é que está: você realmente precisa de um blog para isso? Blog é apenas uma ferramenta. Se você não tiver conteúdo para ele, não vale mais a pena pensar num site em Flash, bonito e encantador?
Mas tudo bem. Supondo que você acredite que a sua empresa tenha algo realmente relevante para falar, como os super-diferenciais de sustentabilidade e responsabilidade social, você pensa em montar um blog? Não seria melhor um site com seções fixas? Uma só seção chamada, vejamos, “Empresa, pensando no amanhã”, daria conta desta demanda.
Ah, a sua empresa realmente produz conteúdo? Ela tem um estagiário na área de marketing que levanta dados sobre o mercado todos os dias, faz benchmark de ações no exterior e teria tempo para alocar este conteúdo num site. É um bom motivo para querer ter um blog. Então vamos a outro ponto de nosso interesse: a sua empresa está preparada para ter um blog?
Quando um leitor decidir entrar em contato para reclamar sobre o produto/serviço, ele será ouvido ou ele será arquivado? E eu nem cogitei a hipótese do moderador simplesmente apagar o comentário e esquecer do caso, passando um relatório com um enorme carimbo “sem problemas!” para a sua chefia.

“Gentlemen, we appreciate your concern. Here at HBC the general goal is providing the highest and most thought-provoking entertainment. How great it is that we live in a country where an artist can express himself freely. That’s not only the American spirit, it’s the HBC spirit. Which allows us to make great family programs like Halo The Turtle, and of course, everyone’s favorite show, Cop Drama. We can’t thank you enough for bringing your concerns to our network, for it is you, the loyal HBC viewer, who makes this great network, and indeed, the great country that it is.” - em português: balela. Esta cena é hilária e você pode assistir clicando aqui, a partir de 12m55s.
O blog não vai salvar a sua lavoura. Se o seu produto faz feio contra os concorrentes, não é melhor pegar este investimento e realocá-lo para a Engenharia? O blog está ali justamente para propor opções de experiência com a marca. Se o consumidor tem uma experiência ruim com o produto, todos aqueles textos que o seu estagiário separou com tanto carinho não servirão para nada. E se isto é normal para os consumidores de quinta categoria que somos aqui neste país, por que abrir um canal para facilitar a vida do insatisfeito? Não é muito melhor esperar a ligação num SAC e enviar uns brindes a ele? Faz bem menos barulho que uma ação desastrosa na Internê…
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Alternativa profissional (4): Rock Star
Escrito em 23/07/2008 | 1 comentário | Permalink

Seguimos firmes e fortes com esta saga que promete escancarar todas as opções profissionais idealizadas por jovens desiludidos com o atual mercado de trabalho. A alternativa de hoje já passou pela cabeça de toda e qualquer pessoa que viveu dos anos 70 para cá, seja por influência de grandes bandas, da cultura pop musical ou de toda a linguagem imposta pela MTV. Estou falando sobre ser um membro de uma banda de rock. Mas não qualquer membro: ser um rock star.
Por que você quer ser um rock star?
Artistas de grandes bandas de rock são famosos, coisa que já atrai quase qualquer pessoa. Em termos mais acadêmicos, já dizia Guy Debord em sua clássica obra A sociedade do espetáculo que o modelo estabelecido do espetáculo supre uma série de deficiências de nossa sociedade e não poderia parar, garantindo assim, num grande ícone de sua obra, os 15 minutos de fama a que toda pessoa teria direito.
Mas se você não entendeu nada, você quer ser famoso porque acredita firmemente que a fama é sinônimo de dinheiro, reconhecimento, sexo diversificado, grandes festas, glamour. Não lhe parece com os seus ideais de publicidade antes de seu primeiro estágio na área? De qualquer forma, ser rock star é uma opção que lhe permitiria ter acesso a tudo isso sem uma imagem de politicamente correto que algumas classes artísticas são obrigadas a vender, sem necessariamente depender de um flight de superexposição seguida de um fim precoce da fama como um ex-BBB ou, no caso de uma comparação mais direta com a publicidade, sem a necessidade de penar por anos e anos nos porões das agências, onde o sol não brilha e a alimentação é composta por café durante o dia e pizza durante a madrugada.
Já entrando no mérito do rock, é uma escolha menos efêmera que ser membro de uma boy band; universal, diferente de ritmos que são fazem sucesso neste nosso país; não restritiva, já que há um monte de sub-nichos de roqueiros; e finalmente não lhe obriga a necessariamente ter talento com música, uma vez que um verdadeiro rock star pode se dar ao luxo de ser um poser em vez de efetivamente tocar ou cantar bem.
Porém…
A vida de um rock star de verdade nem sempre é longa. Alguns exemplos são considerados grandes ícones do rock: Elvis Presley, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Keith Moon, entre outros. Gente que se foi cedo, ainda que deixando uma bela e eterna obra.
Na verdade, esta vida de oba-oba, de grandes festas, drogas e sexo ilimitados não foi feita para qualquer ser humano. Se existe um Keith Richards que agüenta o tranco até hoje, existem diversos pés-na-cova como a Amy Winehouse.
Tem uma outra coisa que pode acabar com a carreira de um rock star: o fato de que a cada dois anos, é necessário lançar um álbum novo. E lançamento de álbum é uma coisa que exige um trabalho sério e dedicado. E se o álbum não agradar, é mais fácila banda naufragar de vez do que acertar no próximo lançamento. Aí começa uma carreira de ex-rock star ou de rock star wannabe, que é bem parecida com a anterior, mas com menos glamour.
Mas supondo que você faça um relativo sucesso, existem as turnês. As turnês servem para que você visite um monte de lugares diferentes em pouco tempo, faça os shows e conviva durante meses apenas com os membros de banda e staff, o que pode ser um inferno. Um conflito incessante de egos que com certeza não acaba bem. Você conhece alguma banda com mais de 10 anos com formação original? E se ela realmente completou mais de 10 anos, quantos períodos de pausa de pelo menos 2 anos já houveram?
E finalmente, ser o rock star é algo que provavelmente não acontecerá com você. Em tempos de Long Tail, é melhor você se conformar em agradar uma parcela pequena de gente, suficiente para encher um barzinho na Vila Madalena. E olha que já será muito! Num parelelo com a ingrata publicidade, seria como abrir mão de querer ser o dono da WPP e se orgulhar de ter a sua própria agência de porte médio, com umas contas até que bacanas e vivendo em harmonia com as outras agências do mercado.
E eu nem entrei no mérito de saber efetivamente tocar um instrumento, cantar ou compor. Existem pessoas que sabem fazer isso e elas são contratáveis, fique tranqüilo. Preocupe-se com a pose, seja ela punk, metal, estilo boy band que tanto agrada o público feminino, cult, indie, grunge, etc. Rock´n Roll, baby!
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Alternativa profissional (3): hippie ou artesão-e-vendedor-de-rua
Escrito em 21/07/2008 | 2 comentários | Permalink

Duvido que você nunca tenha sido abordado, enquanto estava com alguns amigos no bar ou andando pela Av. Paulista, por algum vendedor hippie de pulseiras, colares e anéis. Estes vendedores, que se auto-denominam artistas, oferecem produtos artesanais feitos de arame, conchas, fios telefônicos e afins. E constituem, a partir de agora, a terceira alternativa profissional proposta por este blog.
Por que você quer ser um hippie?
Às vezes, você não tem uma sensação de que os anos 70 não acabaram para algumas pessoas? Só para exemplificar, eu me lembro de diversas discussões acadêmicas de boteco em que se admitia uma alternativa socialista para o mundo sem levar em conta que não existe mais uma União Soviética. Os hippies estão perdidos nesta grande alucinação coletiva, sendo uma alternativa viável aos nostálgicos.
Além disso, você pode considerar uma alternativa hippie mais, digamos, nova. O movimento teve uma releitura nos anos 90 e virou o que chamamos de hippie-chic. Lembra-se daquela novela em que a Sandy interpretava uma hippie que tomava banho todos os dias, vivia em uma casa grande e fazia arte apenas com seda chinesa e pedras preciosas? Pois é. A verdade é que esta releitura do que é ser hippie tirou de cena a lama de Woodstock, a maconha ou o sexo livre e mesclou alguns sonhos materiais, coisa típica das incorporações ideológicas do capetalismo.
Estou divagando demais. A pergunta era “por que você quer ser um hippie?”. Pois então. Ser hippie é isso aí: poder divagar, viver sem pragmatismos, apenas executando a sua “arte”, vendendo pulseirinhas para sobrevivência (leia-se comprar cerveja e/ou maconha), viajando sem rumo por este Brasilzão de Deus, incluindo em muitas vezes roteiros sul-americanos.
Porém…
O primeiro obstáculo é aprender a fazer pulseirinhas. Até que não é difícil. Eu mesmo, quando era criança, aprendi a fazer umas pulseirinhas utilizando pedaços de fio de telefone (eram bem maleáveis e coloridos) que a Telesp deixava perto daquelas caixas de distribuição na rua. Mas é como fazer publicidade, saca? Aprender a desenhar envolve uma técnica e tem toda a questão de ter repertório, mas é mais fácil acreditar em dom. E quando você desenha bem e, portanto, tem um dom, as pessoas acham que você é criativo (outro dom) e lhe aconselham a fazer um curso de publicidade. Então vamos supor neste primeiro ponto que o obstáculo, na verdade, é ter o dom para ser um artista hippie.
Outra coisa interessante é que virar hippie também envolve trabalho em equipe (já reparou que os hippies sempre andam em dupla?). Bem ou mal, você continuará operando com outros valores corporativos, ainda que a meta estabelecida agora seja um número X de cervejas ou o suficiente para pagar um albergue em São Tomé das Letras ao invés de porcentagem de crescimento.
As viagens realmente são um ponto forte para se escolher pela vida hippie. As melhores praias são sempre descobertas por eles e aí seguem duas linhas: ou tornam-se pontos cults e depois populares, ou são exploradas por gente muito rica, que cerca a praia com um muro e expulsa os hippies de lá.
Como obstáculo final, vem uma aflição real de um “maluco”. Certa vez, quando fui abordado por um vendedor no boteco, chamei-o para uma conversa tranqüila, enquanto ele fazia um brinco para uma das meninas da mesa. Ele estava me contando do filho dele, que, é claro, morava com a mãe e com a avó. Sua fala foi interessantíssima:
“Sabe o que eu queria? Que o meu filho se orgulhasse, saca? Que conhecesse o que é ser maluco e levasse em conta que é uma opção de vida. Por isso, eu levo ele para viajar e tal. Quero que ele chegue na escolinha dele daqui uns anos e, enquanto os amigos se orgulham que os pais são pedreiros ou funcionários públicos, meu filho chegue e diga ‘meu pai é maluco e me leva para umas viagens muito loucas! Já conheci o Brasil todo!’. Ia ser muito legal.”
Tal qual a opção de ser ator pornô, ser hippie também não é uma opção abertamente aceita pela sociedade, guardadas as suas devidas proporções. O problema é que, no caso do hippie, as cifras são menores. E enquanto ser ex-ator-pornô é até uma história bonita de vida para ser contada num programa da Luciana Gimenez, ser ex-hippie é apenas trair o movimento, véio.
Em todo caso, se você você quer uma opção que contemple uma saída não só do mercado, mas também do padrão estabelecido pela sociedade, está aí mais uma alternativa profissional.
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Perguntas rápidas a Antonio Camano, o Róbi.
Escrito em 18/07/2008 | 4 comentários | Permalink

Hoje, dia 18 de julho, acontece a estréia brasileira do novo filme do Batman nos cinemas. Todo mundo está azucrinando uns aos outros, colocando avatares do Coringa no Twitter e no MSN, pintando o 7 nessa Internet muito louca. Por que tão sério, não é mesmo?
Longe de todo este hype, sou um fã incondicional da obra prima Batiman na Feira da Fruta, como já havia relatado anteriormente neste mesmo blog. E não é que, pela existência deste relato, aconteceu algo espetacular? O Antonio Camano, aquele que faz a voz do Róbin neste precursor do vídeo viral na Internet, um dia resolveu entrar em contato.
Aproveitando então o hype do filme, fiz algumas perguntas a ele, hoje um senhor, mas outrora uma putinha relaxada.
categorias: Cinema, Entrevista, Hahaha, Internet
Promoção “Só entre nós”
Escrito em 17/07/2008 | 3 comentários | Permalink

Promoção encerrada! Os vencedores foram Bárbara Franzin e Patrícia Moura. Obrigado a todos que participaram!
categorias: Divulgação, Música
Alternativa profissional (2): ator pornô
Escrito em 17/07/2008 | 3 comentários | Permalink

Continuando a saga iniciada no último post, vamos desbravar uma outra atividade profissional intimamente ligada ao alugar um pedaço do que é seu para a exploração de uma indústria. Caso você não obtenha grandes feitos virando um blogueiro de aluguel ou uma putinha do mercado publicitário, vamos à segunda alternativa profissional da série: tornar-se um ator pornô.
Por que você quer virar um ator pornô?
A resposta é óbvia: você adora sexo! E quem não gosta? Virar ator pornô é, na sua concepção, passar a ganhar dinheiro com a coisa que mais lhe dá prazer, sem nenhum compromisso emocional, atuando ao lado de um monte de atrizes gostosas. A única exigência será manter o corpo sempre em forma, a não ser que você prefira ser escalado em filmes de gosto menos ortodoxo, como sexo com gordos, anões, travestis, coprofagia, etc.
Outra coisa importante: é fato que uma série de atrizes pornôs eram também prostitutas. Porém, pelas últimas entrevistas das moças, a indústria do cinema adulto anda pagando muito bem, permitindo a estes atores que eles vivam exclusivamente de seus filmes. Esqueça os bicos, freelas de madrugada, consultorias mambembes e afins.
Porém…
Nem tudo são flores para alguém que vive de sexo. Primeiro porque a sociedade não aceita muito bem a profissão. Não que você mantenha uma vida social muito saudável trabalhando com publicidade, mas como ator pornô, você vai preferir continuar dizendo que trabalha em agências para os seus parentes e amigos. Até que um tio ou amigo tarado lhe descubra numa madrugada mais solitária e a fofoca se espalhe.
Outro ponto negativo é a própria filmagem. Creio que todos gostam de sexo e alguns até alimentam fantasias com voyeurs. Mas lembre-se que num set de filmagem tem diretor, câmera, cabo-man, assistente de fotografia, assistente de direção, assistente de filmagem, maquiador, entre outros profissionais que poderão interromper a sua performance se algo não estiver adequado. Para que a câmera capte os melhores ângulos, é necessário ter algumas noções de contorcionismo, o que não tem necessariamente muita relação com testar as posições do Kama Sutra. A Leila Lopes, nova estrela do segmento, afirmou em entrevistas que as veteranas de mercado lhe deram dicas sobre analgésicos ótimos para o consumo pré-cena.
Por fim, faço ressalvas sobre o que você terá que encarar em seu começo de carreira. Filmar com as rainhas devassas de seus sonhos adolescentes é para atores mais avançados na indústria, então é bom se preparar para começar a carreira em filmes de gosto duvidoso e atrizes não-tão-bem-delineadas. Se parar por aí, ótimo. Duro é se você for escalado para filmar com pessoas e opções/acessórios que nunca fariam parte de seu repertório sexual. E não tem chance para deixar o tesão cair! Provavelmente, será um início de carreira movido a Viagra (ou seus concorrentes Levitra e Cialis). Ou como se diz no popular, uma fase para você enrolar a bandeira do Brasil na cara e fazer por amor à pátria.
São algumas coisas a se considerar quando você pensar em trocar sua carreira de punhetas criativas por uma carreira de sexo por dinheiro.
Por último, gostaria de agradecer aos comentários e dizer que estou considerando textos sobre as opções sugeridas. Valeu pessoal e até a próxima!
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categorias: Comportamento, Corporativo, Publicidade, Textos aleatórios
Alternativa profissional (1): abrir um boteco
Escrito em 16/07/2008 | 7 comentários | Permalink

Começa agora no blog uma série de posts (não necessariamente seqüenciais) sobre algumas alternativas para você que já pensa em desistir de seu mercado corporativo. Creio que, por este blog atrair alguns publicitários de variados escalões e agências, esta série tem tudo para ser comentada e até posta em prática por muito mancebos desiludidos.
A primeira alternativa profissional apresentada é o sonho de aposentadoria para algumas pessoas. Mas aqui, abordaremos que sair do mercado para abrir um boteco pode ser uma prática deveras pesada. Como a publicidade, ter um boteco pode inspirar algum glamour, mas a maior parte do tempo você terá de conviver com trabalho repetitivo, privado dos prazeres e agüentando papinho de gente bêbada.
Por que você quer ter um boteco?
Primeiro, porque você adora beber. É. E quando bebia, achou que poderia, como naquele brilhante texto do Antônio Prata, resolver quinhentos anos de história com um tapinha nas costas do dono do boteco, ou ainda do garçom. Viu que ele lhe foi simpático (afinal, não é todo dia que um zé deixa uma nota de R$ 50 achando que tinha pago apenas R$ 5) e achou que estar do outro lado do balcão era tudo o que você queria: bebida à vontade e gente feliz como você ao seu lado, o dia todo.
Porém…
Abrir um boteco não é tão simples assim, meu caro. Primeiro, tem que arrumar um local e se ver em dia com prefeitura (habite-se). Aí entra o investimento inicial no imóvel, estoque, pessoal, infra-estrutura, etc. Por pior que seja o seu boteco, pelo menos uma chapa para fritar toucinho e uma geladeira tem que ter, não é mesmo?
Uma vez estabelecido, é importante controlar os estoques à risca. Por exemplo: uma garrafa de cachaça deve servir X doses, garantindo o lucro de X reais. Cada bêbado que lhe der um calote coloca em risco o seu lucro, portanto lembre-se de colocar um aviso bem simpático como “fiado, nem a c******” ou “cerveja grátis, só amanhã”. E o dono do boteco não é o ser simpático: para isto você tem os garçons, que provavelmente não farão a saideira de graça, atribuindo a culpa a você. É a função deles.
Tive um colega que realizou ainda na faculdade o sonho de abrir o boteco próprio. Quebrou em 3 meses. Erro clássico de qualquer negócio é não se estruturar e precisar de lucro logo no primeiro mês. Se você souber de algum negócio que gere retorno de 100% do dinheiro investido logo nos primeiros meses, me avise. Boteco e, defitivamente, publicidade, não são.
Com isso, se você quer abrir um boteco, segue uma lista de dicas: sim, pode ser bom, mas você precisa se estruturar financeiramente, psicologicamente (afinal, não poderá tocar na birita do estoque) e emocionalmente, para agüentar os pingaiadas. Terá que ser duro com eles, como um segurança de balada ao constatar que você perdeu a comanda ou tem cara de maconheiro, mas doce ao servir a próxima dose. Em palavras mais esquerdistas, endurecer sem perder a ternura jamais! E não abra o boteco pensando no shortlist da premiação de petiscos da cidade, a Cannes dos botecos, e sim em atender bem o cliente e obter lucro.
E não perca os próximos capítulos!
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Chegou a hora de lançar um media kit
Escrito em 14/07/2008 | 8 comentários | Permalink

Os papos blogóricos sobre monetização até me inspiraram, mas um contrato como o feito entre Senado e portal da Paraíba, conforme os detalhes dados pelo Cardoso, foi o que realmente fez com que eu optasse por um media kit. E um media kit à altura dos futuros contratos entre empresas ou instituições públicas e websites em geral depois deste divisor de águas firmado entre Senado e Paraiba.com.br.
Fiz umas contas interessantes por aqui: o valor de R$ 48.000,00 faz o selo custar R$ 6,66 por pixel quadrado, mas este valor está aí apenas a título de curiosidade, por causa da piada fraca, porém pronta, do preço da besta. Nas contas de custo por mil usuais no mercado, que numa média ficam na casa de uns R$ 25,00, a promessa é de cerca de 2.000.000 impressões por mês pelo valor total pago. Claro, este meu blog é muito menor do que o portal contratado. Levaria 40 meses para eu oferecer este número de impressões.
Portanto, supondo que este valor pago ao portal é um valor correto de mercado, posso me basear nele para estabelecer o meu media kit e assim iniciar uma vitoriosa campanha de e-mail marketing a senadores e congressistas.
Se eu vou levar este tempo todo para atingir 2.000.000 de impressões, nada mais justo que uma campanha de banner 120×60 aqui no Blog do Yassuda custe 40 vezes menos, ou seja, R$ 1.200,00 mensais, com o tal do custo ilusório por pixel quadrado de R$ 0,17.
Segue então minha tabela de preços por tipo de banner:
Full Banner (468×60): R$ 4.773,60 por mês
Half Banner (234×60): R$ 2.386,80 por mês
Selo (120×60): R$ 1.200,00 por mês
Superbanner (728×90): R$ 11.138,40 por mês
Skyscraper (120×600): R$ 12.249,00 por mês
É mais ou menos o que os outros blogueiros cobram?
categorias: Aleatoriosfera, Opinião, Publicidade
Eu não sou blogueiro
Escrito em 04/07/2008 | 12 comentários | Permalink

Diante de um monte de coisa falada por aí graças à polêmica entre o famoso site de notícias de importância duvidosa Blue Bus e alguns blogs bróderes (9 ao todo) que ganharam um press kit modernoso da Coca-Cola, decidi que não quero ser blogueiro.
Primeiro, porque demora tempo demais para explicar que tudo o que une os blogs são a ferramenta pela qual seus editores decidiram prover algum tipo de conteúdo na web. É bem possível que alguns concordem comigo, que eu concorde com alguns, mas a semelhança termina aí. Então fica mais fácil dizer que “eu tenho um blog, sim, mas meus únicos rendimentos vêm de meu emprego, na área de comunicação, portanto sou publicitário (provavelmente, piora a imagem que a pessoa tem de mim, mas a vida é composta de escolhas…)”.
Confesso que às vezes bate uma vontade de ser blogueiro apenas, mas não tenho vocação para isso. Os encontros no El Malak são bem legais, o pessoal é bacana. Mas não é necessário ser blogueiro para estar lá.
Concordo algumas causas levantadas por blogueiros (o título do post eu roubei daqui, um manifesto de muita gente nobre), mas não sou obrigado a concordar com tudo. Nem todo jornalista escreve inutilidades como o Blue Bus, nem todo blogueiro produz conteúdo ou é defensor de uma relação transparente com o seu público. E principalmente, nem toda empresa deveria utilizar alguns suportes web como ferramenta. Os blogs caíram no oba-oba, tem evento bacaninha toda semana, press kits luxuosos, um monte de coisa legal acontecendo. Às vezes, eu penso que todo esse investimento vale mais para que uma pequena parcela de formadores de opinião não fale mal do produto (efeito causado por aqueles cases desastrosos de RP que todo mundo tem medo, como o do moleque que abriu cadeados com uma caneta Bic), ainda mais se levar em conta que o investimento das empresas nesta moçadinha esperta é pequeno, bem pequeno, coisa que eu já havia ensaiado há algum tempo.
No meio deste vendaval de coisas, não posso negar que é muito legal estar no meio do oba-oba, como já até comentei em posts anteriores, mas entre tantas discussões infrutíferas e tanta gente perdida (eu também posso estar estar entre eles, quem sabe), melhor ficar de fora.
Reitero que é melhor tratar com cada blog individualmente, estudar cada caso, assim como com qualquer coisa. Claro que ri da piada do Merigo, mas não são as notícias toscas que me fazem não ler o Blue Bus, e sim quando ele resolve dar opinião sobre alguma coisa séria. Nessa hora, você vê que ele não consegue se aprofundar. Na hora de dar uma opinião séria, você percebe que o Merigo vai longe, e são poucos os blogueiros que conseguem chegar perto disto. Seria injusto colocar o jornalismo no patamar do Blue Bus e os blogueiros no patamar do Merigo. Prefiro chamá-lo pelo nome e quando me perguntarem “quem é Merigo?”, responderei que é um bróder.
categorias: Aleatoriosfera, Opinião
Amigos à venda e um grande negócio na web
Escrito em 29/06/2008 | 4 comentários | Permalink

Como a imagem diz, a Internet é um lugar onde se vende qualquer merda, seja em doletas, doletas brasileñas ou dinheirinho da Barbie, que tem outros nomes que você já ouviu falar por aí, como por exemplo, Linden Dollars. Entretanto, poucas negociatas me chamaram tanto a atenção como o fenômeno Friends for Sale, um aplicativo para Facebook que propõe uma compra e venda de seus contatos na rede social, garantindo ganhos em dinheiro de mentirinha àqueles que vendem e ao vendido (que no programa ganha a alcunha de pet).
Por que chama a atenção?
Para começar, é um aplicativo inútil, para não dizer bobo. Mas caiu nas graças de uma moçadinha descolada e realmente vicia. Veja aí uma de minhas últimas aquisições:

Dani Koetz era propriedade deste que vos fala até o fechamento desta edição.
Por ter caído na mão de gente que, bem ou mal, forma opinião do que vai ou não estourar em Internê no Brasil, houve um sensível aumento, se não das inscrições na rede social, da atividade dos usuários brasileiros cadastrados. Num emblemático exemplo, com os convites que recebi esta semana de pessoas me adicionando como contato, tenho mais amigos no Facebook do que no Orkut. Não há por que não acreditar que este fenômeno é explicado pelo aplicativo. Em conversas entre amigos, os termos Friends for Sale e Facebook já se confundem, sendo que até este estouro, pouca gente apostava fichas no concorrente do Orkut ou sequer gastava tempo para falar sobre ele com os mais chegados.
Entretanto, quero falar sobre o que realmente chama a atenção. O Techcrunch noticiou em abril um belo investimento recebido pelos desenvolvedores do Friends for Sale: US$ 4 mi, desta vez em verdinhas de verdade. A moda que lá pegou primeiro é o quinto aplicativo com maior número de usuários ativos, com mais de 600.000 acessos diários. Se considerarmos que o quarto colocado é uma cópia do Friends for Sale (denominada Owned),temos um negócio babaca de compra e venda virtual de amigos movimentando mais de um milhão de acessos por dia dentro do Facebook. De repente, fica bem mais atrativo vender banner, widget e planos descolados numa parafernalha dessas.
Ganha fôlego também a migração de usuários brasileiros para esta rede, pois poderá interessar às pessoas se cadastrar no Facebook apenas para jogar o Friends for Sale. Um processo clássico de evangelização, tal qual a Paciência para ensinar a mexer no mouse ou, numa jogada mais recente, aquela que me levou ao Twitter.
Outra coisa que me chamou a atenção ontem foi o Orkut ter liberado as apps para usuários do Brasil. Imaginei que teria sido a contra-reforma de um repentino aumento no movimento do Facebook em terras tupiniquins, mas simplesmente a opção sumiu de meu menu quando reabri meu perfil para fazer um print para este post. Fico agora com este discurso delirante de continuar acreditando em Open Social sem ter provas…
Em todo caso, se você gostou deste papo de comprar amigos e influenciar pessoas, instale o aplicativo em sua conta do Facebook e experimente. Aproveite para comprar um Luiz Yassuda para você e inflacionar o meu passe. Caso você realmente se empolgue e decida sair comprando amigos no mundo real, saiba que é fato que todos têm um preço, mas o do Toni Sá é muito mais barato.
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A casa está abandonada
Escrito em 23/06/2008 | 2 comentários | Permalink

Definitivamente a casa está abandonada. Depois de muitos dias sem um post sequer, este também não terá muita coisa. Na verdade, este post tentará falar um pouco de tudo o que eu deveria ter falado por aqui, mas que acabou sendo feito em links alheios. Se estiver com saco, saia clicando com gosto:
- No começo do mês, fui convidado para um evento da Chevrolet, e o dia foi realmente agradável. O Jonny Ken fez um podcast sobre a campanha e o brand experience em que eu participo (nos minutos finais e ainda fazendo graça). E tem fotos minhas no Flickr.
- Aconteceu também o EBP no começo do mês. Acabei ficando pouco tempo por lá por causa do jogo do Corinthians, dia em que finalmente reunimos a patota toda do Vamos Subir Timão para umas cervejas durante a partida (no meu caso, refrigerante por causa de antibióticos). Valeu Rafael e Merigo! E também conseguimos uma camisa autografada pelo Dentinho que daremos numa promoção em breve!
- Quem reparou na sidebar viu que a “rede de blogs” tinha novidade: no dia 2, entrou no ar o Nos 90, blog dedicado ao revival da década de minha infância e puberdade. Agradeço ao pessoal que está comentando, à Juliana Garcia Sales por colaborar com o site e ao Inagaki por tê-lo linkado como blog da semana mesmo com o pouco conteúdo que ainda temos.
- Por último, tivemos o #NoV, organizado pelo @correioelegante em pleno dia dos namorados. Foi legal pelos twitteres que eu ainda não havia conhecido, como a @anarina e a @mellancia.
Espero que o próximo post tenha mais conteúdo. E que seja em breve.
categorias: Aleatoriosfera, Eventos, Publicidade, Sobre o blog
Eventos e eventos
Escrito em 02/06/2008 | 6 comentários | Permalink

Esta semana foi bastante atípica para um blogueiro pequeno que não ganha $$$ via blog. Estive presente a dois eventos voltados a esta galerinha do barulho que apronta altas confusões que até Deus duvida.
O que quero dizer é que ambos os eventos me ganharam pelo meu ponto mais fraco: o estômago. Sim. Ele, que já foi tão maltratado em épocas de caça pelo PF mais barato da Berrini, agora pede tudo do bom e do melhor. A prova disso é que mesmo durante o JUCA, época em que a alimentação básica se resume a cerveja, achei um fantástico restaurante de frutos do mar ao lado do alojamento e não poupei esforços em me satisfazer com moquecas de camarão, filés de abadejo e afins.
Sem mais delongas, falemos sobre os eventos:
Na terça-feira, fui convidado para o lançamento do site S2 (sim, é um coração) na Casa Pizza, um lugar agradável no Itaim Bibi que eu ainda não conhecia. Estivemos presentes para conhecer um pouco mais sobre o portal de relacionamento, que terá artigos, auxílio de profissionais de psicologia e neurolingüística, além de um chat chiquérrimo utilizando a plataforma Flex.
Sobre os quitutes: pizza excelente, com massa fina e recheios cuidadosos. Destaque especial para o bolinho de mortadela com queijo, que conquistou os corações dos blogueiros presentes.
Na quinta-feira, antes de adoecer e ficar alguns dias longe da internê, fui ao suntuoso escritório da Microsoft em São Paulo para o Mix Essentials, um evento que traria à realidade brasileira alguns pontos abordados no Mix realizado pela matriz.
Discussões até interessantes, com gente muito bacana no púlpito, como o Jean Boechat e o André Passamani. Mas um dos comentários que ouvi logo que cheguei de um anônimo foi que “a Microsoft pode não fazer software direito, mas sabe servir uma mesa como ninguém”.
Não faço pouco caso dos softwares, mas de fato a parte da mesa comprovou-se. Tivemos em um só dia um belo café da manhã, um razoável almoço e um delicioso coffee break, além do coquetel de encerramento que eu tive que deixar de lado em prol de outras atividades.
Evento bom é isso aí: todo mundo saindo satisfeito e feliz.
E daqui a pouco, coloco o link de um post mais sério sobre o evento da Microsoft.
categorias: Aleatoriosfera, Comportamento, Eventos
Então você quer fazer publicidade?
Escrito em 28/05/2008 | 8 comentários | Permalink

Eu estava fazendo uma viagem egocêntrica em meus links recebidos via BlogBlogs quando me deparei com este blog da Glaucia que, em sua passagem anunciando um evento nerd que virá, diz o seguinte:
Parei para pensar um pouco sobre isso: será que foi o meu post sobre o JUCA? O post dela é mais antigo. Então seria pelos elogios constantes que faço à área? Mas, perae: que elogios?
Talvez seja um mal que se arrasta desde o primeiro dia de minha faculdade, quando um professor chicano perguntou, antes mesmo de dizer “seja bem-vindo à pontifícia”, sobre o porquê da minha escolha por publicidade. Algo que não compreendi direito até hoje. Aí descobri num site, que já está até fora do ar, a coluna do Davi Amarante, com seu texto entusiasmante intitulado Desista. E sim, ele falava sobre desistir de publicidade.
Eu ainda não desisti. Mas também conheci pouca gente com mais de 40 anos que não tenha desistido. E com certeza já desisti há algum tempo da dita publicidade convencional, acreditando firmemente na consolidação das novas mídias. Se bobear, adotei como meta o modelo de vida estabelecido pelo autor do texto, que chegou à direção de criação numa agência em Portugal e aí largou tudo para virar cantor. Até que me dou bem no karaokê…
Tudo pode ser, se quiser será. O sonho sempre vem a quem sonhar. Tudo pode ser, só basta acreditar. Tudo o que tiver que ser, será. Às vezes acho que tudo não passa de um conto de fadas. Questão de fé a quem se segura.
Se foi com isso que lhe ajudei, Glaucia, bem-vinda à nossa igreja. Prometo que não farei nenhum trocadilho infame comparando o Leão de Judá com o Leão de Cannes nesta metáfora. Ahn, ahn, pegou?
categorias: Opinião, Publicidade










